O promotor Eduardo Valério, da área de Inclusão Social e Direitos Humanos do Ministério Público estadual, disse que não pode proibir o ato a favor de Bolsonaro por que se trata de manifestação de expressão. "As declarações de Bolsonaro são raivosamente homofóbicas, sem dúvida. Mas a passeata só poderia ser impedida se extrapolasse o limite de manifestação de expressão", explicou. "Homofobia ainda não é crime, porque o projeto que tipifica isso como crime ainda não passou no Congresso Nacional", disse Valério.
"Bolsonaro se retratou da declaração que caracterizava racismo, além de ter direito a foro privilegiado por ser deputado", afirmou. Porém, o promotor vai solicitar à Polícia Militar que acompanhe o ato "para que ele não ultrapasse o limite da liberdade de expressão".
Segundo o Diário de São Paulo, o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, Ideraldo Luiz Beltrame, disse que vai procurar os órgãos públicos para denunciar o ato. "Uma coisa é o debate sobre a aprovação de projeto de leis que favoreçam os gays, outra é fazer um evento que apoia um ato violento inclusive do ponto de vista constitucional", afirmou.
Ideraldo afirmou ainda que a associação não pretende fazer nenhuma manifestação no mesmo local. "Temo que haja violência, caso façamos isso", disse.
Fonte: Abalo

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